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GESTÃO DAS DRAGAGENS E DOS SEDIMENTOS
Aposta passa pelas parcerias entre os diversos intervenientes

Durante o Workshop que decorreu dia 17 de junho na Universidade de Aveiro, organizado em parceria pela APA – Administração do Porto de Aveiro, S.A. e pela Universidade de Aveiro, foram observadas diferentes abordagens ao tema em discussão.

SÚMULA POR MARIA MANUEL CRUZ (APA, S.A.)

Um dos temas foi sem dúvida a gestão dos sedimentos tendo em vista o combate à erosão costeira.

Foram apresentadas os resultados e as conclusões do Grupo de Trabalho para os Sedimentos, tendo sido referida a necessidade de efetuar uma primeira alimentação de elevada magnitude de areia na zona costeira mais exposta à ação do mar, com recurso a quatro tipos de origem: stocks de anteriores dragagens portuárias, novas dragagens portuárias, transposição de sedimentos, de norte para sul das barras de Aveiro e da Figueira da Foz, e ainda pela alimentação a partir de sedimentos existentes na plataforma continental. As áreas de atuação prioritária serão os troços Espinho-Torreira, Praia da Barra-Mira, Figueira da Foz-Leirosa e Costa da Caparica, prevendo-se a reposição artificial de cerca de 10 milhões de metros cúbicos de sedimentos em cada um dos três primeiros e 5 milhões no último troço.

Apesar do enfoque na contribuição muito positiva das dragagens portuárias para a alimentação artificial da zona costeira, a qual já vem sendo efetuada regularmente pelos portos, as conclusões do Grupo de Trabalho para os Sedimentos referem a necessidade de reforçar a alimentação pelo recurso às alternativas suprarreferidas, pelo que terão de ser desenvolvidos todos os estudos necessários e encontrado o financiamento necessário à sua concretização.

Em paralelo, constata-se a procura de estratégias de gestão do processo de dragagem, tendo em vista a maximização da sua vida útil e a potenciação dos seus impactes positivos no trânsito litoral de inertes, bem como a redução dos volumes das dragagens de manutenção. São exemplos, os estudos de I&D que se encontram a ser desenvolvidos pela Universidade de Aveiro, quer quanto à caracterização da dinâmica sedimentar das embocaduras, com recurso à utilização de modelos numéricos de morfodinâmica, quer pela análise dos resultados das monitorizações da evolução batimétrica da zona costeira, face às imersões regulares de dragados no mar. A Administração do Porto de Setúbal apresentou também uma metodologia de trabalho, com base num sistema de informação geográfica, que lhe permite uma gestão racional dos volumes das dragagens de manutenção.

Outro dos temas do Workshop, apresentado pelos representantes dos Puertos del Estado e do Porto de Huelva, foi o da utilização a dar aos sedimentos portuários dragados, privilegiando os usos mais nobres e/ou ambientalmente sustentáveis, com base numa hierarquia definida para a gestão destes sedimentos, desde a sua utilização em obras públicas (deposição na praia ou a sua imersão no mar, a defesa costeira, a regeneração de solos contaminados), até à sua utilização na agricultura ou no meio ambiente (regeneração de fundos marinhos, criação de zonas húmidas ou ilhas para nidificação). Referem ainda as análises técnica, económico- financeira, ambiental e social como elementos essenciais para a definição do destino dos dragados.

Por último, mas não menos importante, de referir o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Grupo de Trabalho Luso-Espanhol “Aspetos Positivos das Dragagens/Aspectos Positivos del Dragado”, na difusão das boas práticas, na divulgação e partilha de conhecimentos sobre dragagens e desenvolvimento de novas tecnologias, e ainda na busca de soluções para a gestão do material dragado. Este grupo é constituído por técnicos oriundos de portos, de instituições públicas, de instituições universitárias e de empresas projetistas e empreiteiros que trabalham em dragagens.

O Workshop é assim um exemplo do trabalho de divulgação e de partilha de experiências a que este Grupo de Trabalho se propôs.

Constata-se que houve uma evolução considerável nos pontos de vista setoriais para os problemas da gestão das dragagens e da gestão dos sedimentos, e que tem resultado numa maior aproximação entre os diferentes intervenientes e no reconhecimento mútuo do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido por cada uma das partes.

Ficou ainda patente durante o Workshop, quer pelas comunicações apresentadas quer pelas intervenções da audiência, que os Portos são hoje parceiros na defesa costeira, numa perspetiva de gestão ambientalmente sustentável, dando um importante contributo neste domínio, seja pela imersão no mar dos sedimentos dragados, seja pelo suporte técnico e científico, ao nível da monitorização ambiental e dos estudos de I&D que desenvolve.
 


 



Data: 2016-06-26

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