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UA À CONQUISTA DO MAR
Academia lança AIMare, Plataforma Tecnológica e Cátedra CGD Estudos do Mar

A investigação e a economia, ambas centradas no mar, são as grandes apostas da Universidade de Aveiro (UA) que a partir de agora têm ao serviço duas estruturas catalisadoras da vontade da academia em fazer mais e melhor pelos oceanos. Apresentadas durante a sessão "Inspiring Research for a Blue Economy: From the Lab to the Real World", o Aveiro Institute for Marine Science and Technology (AIMare) e a Plataforma Tecnológica do Mar querem, respetivamente, coordenar as competências científicas da UA quando está em causa a gestão do litoral e a investigação marítima e promover sinergias com os setores público e privado ligados aos oceanos. Durante a sessão que teve o Mar como pano de fundo, a UA lançou ainda a Cátedra CGD Estudos do Mar coordenada pelo cientista Graham John Pierce, referência mundial incontornável nas áreas da Biologia Marinha e das Pescas.

O AIMare, apontou José Fernando Mendes, Vice-Reitor da UA para a área da investigação, “tem como visão alcançar a excelência no desenvolvimento de investigação inter e transdisciplinar e contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável das atividades costeiras e marinhas, indo de encontro aos desafios regionais e globais”.

Durante a sessão de apresentação da nova estrutura, na qual esteve presente Tiago Pitta e Cunha, consultor do Presidente da República para as áreas do Ambiente, da Ciência e do Mar, José Fernando Mendes sublinhou que a missão do AIMare “passa por coordenar competências e estruturas científicas da UA que se dediquem à investigação costeira e marinha, para promover sinergias e eco inovação”. Por outro lado, referiu, o AIMare nasce para “estabelecer a ponte com os setores público e privado, contribuir para a resolução das necessidades e desafios da sociedade e apoiar e alavancar o desenvolvimento socioeconómico da região e do país”.

O Vice-reitor lembrou que a investigação costeira e marinha na UA se destaca pelo seu “caráter multidisciplinar, que integra áreas do conhecimento das ciências básicas, das engenharias e das ciências sociais, numa perspetiva sustentável e aplicada à economia e à governança”.

Só entre 2008 e 2012, recordou, “os investigadores da UA publicaram cerca de 400 artigos científicos em revistas internacionais, na área das ciências marinhas e costeiras, que obtiveram mais de 1700 citações pelos seus pares”. Atualmente a academia de Aveiro participa em mais de 20 projetos de investigação internacionais e 51 nacionais na área de ciências marinhas, sendo a instituição coordenadora de três grandes projetos europeus: Lagoons, NANOMAR e Marpro.

No que à cooperação internacional diz respeito, José Fernando Mendes destacou também a ligação da UA ao “Campus do Mar”, projeto liderado pela Universidade de Vigo, e as parcerias em várias redes internacionais ligadas às ciências marinhas. Ao nível do ensino o Vice-reitor evidenciou a participação da academia em dois programas de doutoramento Erasmus Mundus em ciências marinhas (o MARES e o Macoma), num programa internacional de doutoramento no âmbito do Campus do Mar, em ciência, tecnologia e gestão do mar (DoMar) e num programa de doutoramento em ciências marinhas e ambientais (PROMAR).

Além disto, referiu José Fernando Mendes, “a UA tem sido um parceiro extremamente ativo e empenhado do Cluster do Conhecimento e da Economia do Mar, dinamizado pela Associação OCEANO XXI”.

Em relação à Cátedra Cátedra CGD Estudos do Mar, lançada no início da sessão, José Fernando Mendes quer que esta, coordenada pelo investigador escocês Graham John Pierce, um dos maiores especialistas mundiais em Biologia Marinha e Pescas, venha a ser “um polo fortemente dinamizador” do conhecimento ligado ao mar.

A Cátedra é financiada pela Caixa Geral de Depósitos que durante a sessão se fez representar por Rui Soares, diretor central da Direção de Particulares e Negócios Centro da instituição.

Reitor sublinha grande captação de recursos

Para além da Cátedra CGD em Estudos do Mar foram já igualmente criadas na UA as cátedras Nokia-Siemens em Telecomunicações, Ilídio Pinho em Neurociências e Jerónimo Martins em Comércio. “É certamente de fund raising que estamos a falar aqui”, salientou Manuel António Assunção, Reitor da UA, na hora da apresentação de Graham John Pierce.

Estas cátedras, apontou na sessão o responsável pela UA, “permitem trazer até nós investigadores de elevada reputação internacional, selecionados através de um processo aberto e exigente, o que permitirá dinamizar a investigação nos domínios identificados, e afinar estratégias nesses mesmos domínios, conduzindo-a, para benefício de todos, a novos patamares de qualidade”.

Referindo-se ao modelo de desenvolvimento da UA, caracterizado por “uma cuidada identificação das áreas e dos momentos de intervenção e por uma lógica de cruzamentos interdisciplinares que favorece a criação de conhecimento novo”, o Reitor da academia garantiu que esse “foco e sentido de atuação tem permitido criar novas oportunidades de desenvolvimento, e aproveitar outras, mesmo em conjunturas reconhecidamente difíceis”. Ao mesmo tempo, continuou, “os contextos mudam e é fundamental, estando atento a novas necessidades, reformular orientações e reconfigurar estratégias”.

A este propósito, o responsável referiu as cinco linhas de investigação financiadas pelo Programa Mais Centro, que possibilitam a contratação de cerca de 50 investigadores, “o investimento em infraestruturas e equipamentos científicos, indispensáveis para uma investigação diferenciadora, e a aposta num Parque de Ciência e Inovação, em parceria com a região e com empresas de dimensão nacional e internacional, e em que o Mar é uma das áreas-âncora”.

É através desta ação, sublinhou o Reitor, “que congrega investigação, cooperação com empresas e autarquias, colaboração com parceiros internacionais, formação de nível doutoral, disseminação do conhecimento e apoio aos processos de decisão, que a UA contribui, e pretende contribuir ainda mais, para o desenvolvimento do país”.

Plataforma de encontro entre a UA e as empresas

José Rainho, coordenador da UATEC, lembrou que a Plataforma Tecnológica do Mar está integrada na UA Innovation Clubbing, um projeto que faz parte do Aveiro Emprrendedor e que é realizada em colaboração com o Parque de Ciência e Inovação. O responsável recordou que a UA Innovation Clubbing tem por objetivos “promover o networking entre empresários, docentes e investigadores, fortalecer a cooperação com empresários de diferentes setores empresariais, identificar e potenciar a constituição da rede de competências na UA e catalisar o lançamento de cinco plataformas Tecnológicas”. À da Agroalimentar, apresentada em novembro de 2012, soma-se agora a Tecnológica do Mar. Energia, Materiais e TICE são as plataformas que serão apresentadas no futuro.

O coordenador da recém criada Plataforma, Luís Menezes Pinheiro, apontou para os serviços que a nova estrutura quer prestar. O responsável salientou a “prospeção, caracterização, valorização e exploração de recursos minerais, energéticos e biológicos” do mar, “a monotorização e caracterização de habitats de fundo e impactos ambientais e soluções instrumentais para controlo de qualidade, de processos e de novos produtos”.

Entre os serviços que a Plataforma nasceu para empreender, incluem-se também a consultoria em estudos e obras de engenharia costeira e portuária, avaliação ambiental de planos e projetos, estudos de impacte ambiental, auditorias, sistemas de gestão ambiental e programas e planos de ordenamento e gestão do espaço marítimo e costeiro.

Na lista de desafios, a Plataforma Tecnológica do Mar está já a pensar em projetos nacionais e internacionais de I&D em consórcio com empresas do setor, onde estarão presentes soluções customizadas para melhoramento de processos e produtos já existentes e inovações ao nível dos produtos e dos processos para desenvolvimento de novos mercados. Luís Menezes Pinheiro lembrou ainda, entre os projetos a que a Plataforma quer dar forma, a formação avançada de recursos humanos especializados e as teses de mestrado e doutoramento realizados em ambiente empresarial ou em coorientação de profissionais do setor empresarial.


 



Data: 2013-02-24

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