Tall Ship Races no Porto de Aveiro
O CANAL que serve de leito ao Rio Vouga na parte final do seu curso — e que dá pelo nome de RIO NOVO DO PRÍNCIPE — tem um comprimento aproximado de cinco quilómetros, ligando o MURÇAINHO (Sarrazola) à CALE DO ESPINHEIRO, na RIA DE AVEIRO, onde é actualmente a FOZ DO VOUGA, vulgarmente conhecida por BOCA DO RIO.
Começa por uma largura de sessenta e dois metros, medida que se mantém por uns três quilómetros, até acabar na FOZ por uma ampla desembocadura de cento e vinte e dois metros.
II — Antes deste canal ser aberto (1815), o Vouga, no Murçainho, tomava o sinuoso caminho do chamado RIO VELHO até desaguar na antiga Foz, já em terras marinhoas, no chamado Bico da Murtosa. Em épocas de “grandes cheias” — que as houve[I] antes da abertura definitiva da NOVA BARRA DE AVEIRO —, o RIO VELHO não tinha cava suficiente para dar rápida vazão às grandes enxurradas vindas da serra e dos rios que afluem ao Vouga na última etapa.
III — A BARRA, por seu lado, e até então na sua caprichosa e ambulante localização, obrigava a encerramentos temporários da RIA, com a natural e consequente retenção de lixos, e putrefacção das águas morosamente acumuladas.
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Foto de topo: Mapa do troço final do Vouga, a partir de Cacia. No seu curso primitivo (rio velho), o Vouga ia desaguar na ria junto ao Bico da Murtosa. Depois da abertura do Rio Novo do Príncipe, a foz passou a ser na Cale do Espinheiro.
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Prova de shell de oito na pista náutica do Rio Novo do Príncipe
(Autor desconhecido. Sem data, talvez da década de 1950)